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Malformação Arteriovenosa

O que é?

A malformação arteriovenosa se caracteriza pela alteração na formação dos vasos sanguíneos que podem se apresentar clinicamente de forma variada, em diversas regiões do corpo e em diferentes  idades.

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Causas

A malformação arteriovenosa, na maioria das vezes, surge no desenvolvimento anormal do sistema vascular na vida embrionária.

As verdadeiras causas que promovem o desvio do desenvolvimento vascular normal no embrião, ou mesmo a transformação vascular patológica que ocorre após o nascimento, permanecem desconhecidas.

Sintomas

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A malformação arteriovenosa é definida como um conjunto de lesões primárias da artéria, pois são detectadas na fase embrionária do indivíduo.  Os indícios de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e não costumam regredir espontaneamente.

Estas lesões aumentam de forma proporcional ao crescimento do corpo e normalmente seu crescimento é desencadeado por estímulos fisiológicos, endócrinos, trauma, infecções e desnutrição dos tecidos, podendo predispor ao desenvolvimento de feridas.

De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, prisão de ventre, sangramentos, entre diversos outros sintomas.

Em resumo, a malformação arteriovenosa nada mais é que uma má formação dos vasos que dificulta o fluxo sanguíneo e resulta no stress de bombeamento de sangue ao coração.

Diagnóstico

Na maioria das vezes o diagnóstico é clínico. Estas malformações arteriovenosas são encontradas incidentalmente em exames de imagem de rotina ou para investigação de outras doenças.

Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia.

Tratamentos

As malformações arteriovenosas podem se apresentar de forma simples ou complexa, com tratamento específico para cada tipo. O importante é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e intimidade com a técnica que será utilizada.

Como regra geral, pode-se dizer que as malformações arteriovenosas de fluxo baixo apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo por embolização endovascular.

A técnica de embolização é minimamente invasiva, ou seja, é realizada sob anestesia local e sem cortes. Um pequeno furo, de 2mm, é feito na virilha por onde serão introduzidos todos os cateteres para a realização do procedimento.

Guiado por um equipamento de radioscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais que causam a oclusão da artéria. Desta forma, o fluxo que alimenta a malformação é interrompido, fazendo com que esta se degenere e diminua o seu tamanho, causando alívio dos sintomas ao paciente.

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